Exit through the gift shop
Difícil, porque tem muito documentário bom, mas este realmente foi genial. Postei sobre ele aqui quando assisti na mostra.
#Desafio dos 100 filmes
1) Por que os EUA sempre fazem remake de filme estrangeiro que já é bom? Essa é a pergunta que não quer calar. E quando isso acontece em Holywood, a versão americana é sempre mais idiota e rala que o filme já feito anteriormente. Mas isso não rola com David Fincher. Muito pelo contrário…
2) O filme de Fincher é mais interessante, tipo um upgrade do sueco. O cineasta norte-americano não mudou a trama (obviamente) e também focou a história na personagem extremamente cativante e misteriosa de Lisbeth, mas existem boas diferenças. Nas mãos do cineasta norte-americano, a trama fica mais confiante e cativante, tipo um upgrade do filme sueco.3) É tipo “Seven” + “Zodíaco”? Quase isso. O cuidadoso e meticuloso Fincher não simplesmente refaz cena por cena do filme de Niels Arden Oplev. O resultado é uma versão mais bem cuidada, estilosa, mais esperta, violenta, sexy, ágil e visualmente mais bonita do filme sueco. A fotografia, a luz e o climão de suspense num filme de atrocidades e investigação é como se fosse uma boa cruza entre “Seven” e “Zodíaco”, dois outros sucessos do cineasta.
4) A história! Pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas quem nunca leu nenhum dos livros vai se surpreender com a narrativa e vai entender porque estes livros do Stieg Larsson são best-sellers mundiais. Porque a “garota da tatuagem de dragão” é mesmo fodona e a trama de suspense é deliciosamente inteligente e cheia de reviravoltas!
5) A abertura psicodélica do filme. É genial, meio “James Bond”e já dá uma ideia que o clima do filme de David Fincher não será só sinistro como também mais sexy e perigoso que o filme sueco. Ah! E a música é uma ótima versão de Karen O para o hit ”Immigrant Song”, do Led Zeppelin.
6) A trilha-sonora criada por Trent Reznor e Atticus Ross. Não tem dupla melhor para dar som para uma história sinistra de suspense e violência absurda.
7) Rooney Mara está sensacional como Lisbeth Salander! A heroína tatuada, bissexual, louca e reservada dos livros é deliciosamente interpretada pela norte-americana. A atriz é mesmo uma revelação. É ela quem nos faz se interessar por toda a história do filme e nos leva para desvendar o mistério. A Lisbeth de Rooney Mara é bem mais agressiva, violenta e nada “fechada” como a atuação da também ótima atriz sueca Noomi Rapace no filme de 2009. Um bom exemplo disso é a cena (que eu ia citar, mas ia acabar fazendo spoiler — mesmo que todo mundo já tenha lido o livro).8) O Martin Vanger do filme americano é mais assustador! Tudo isso devido ao talento do excelente ator sueco Stellan Skarsgard. Sim, ele é o pai do “Eric de True Blood”, o Alexander Skarsgard. No filme, Stellan interpreta, Martin, o irmão da sumida Harriet. David Fincher conseguiu criar climas irresistíveis de suspense para ator mostrar o melhor dele.9) As cenas fortes, para maiores de 18 anos, estão assustadoras. Quem achou que David Fincher ia pegar leve nos momentos de vingança, violência e estupro que acontecem se enganou. Aliás, não só é horrível assistir à estas cenas como é também um prazer vê-las serem filmadas com tanta maestria por David Fincher.10) O recado de David Fincher para os fãs da versão sueca do filme: “Se você já sabe como vai ser, não vá ver. Mas eu não acredito que exista uma única versão para a história. (….) Estávamos comprometidos em fazer algo de qualidade e digno ao texto original.”10 + 1) A Lisbeth é diva, gente!
“Meu filho mais velho tem seis anos e está apaixonado pela primeira vez. Ele está apaixonado pelo Blaine de Glee.
Para quem não sabe, Blaine é um garoto… um garoto gay, namorado de um dos personagens principais, Kurt.
Não é um amor do tipo “ele acha o Blaine muito maneiro”. É do tipo de amor em que ele devaneia olhando para uma foto de Blaine por meia hora seguido por um ávido “ele é tão lindo”.
Ele adora o episódio em que os dois meninos se beijam. Meu filho chama as pessoas que estão em outros cômodos pra ter certeza de que não perderão "sua parte favorita”. Ele volta o video e assiste de novo… e obriga os outros a fazerem o mesmo, se achar que as pessoas não prestaram atenção suficiente.
Essa obsessão não preocupa a mim e a seu pai. Nós vivemos em uma vizinhança liberal, muitos de nossas amigos são gays e a ideia de ter um filho gay não é algo que nos preocupa. Nosso filho vai ser quem ele é, e amá-lo é nosso dever. Ponto final.
E também, ele tem seis anos. Crianças nessa idade ficam obcecadas com todo tipo de coisa. Isso pode não significar nada. Nós sempre brincamos que ou ele é gay ou nós temos a melhor chantagem na história da humanidade quando ele tiver 16 anos e for hétero. (Toma essa, fotos tomanho banho.)
E então, dia desses estávamos viajando para outra cidade ouvindo (é claro) o CD dos Warblers, e no meio da música Candles, meu filho, do banco de trás, fala:
“Mamãe, Kurt e Blaine são namorados.”
“São sim,” eu confirmo.
"Eles não gostam de beijar meninas. Eles só beijam meninos.”
“É verdade.”
“Mamãe, eles são iguais a mim.”
“Isso é ótimo, querido. Você sabe que eu te amo de qualquer forma?”
“Eu sei…” Eu podia ouví-lo rolando os olhos pra mim.
Quando chegamos em casa, eu contei da conversa para o pai dele, e nós simplesmente olhamos um nos olhos do outro por um momento. E então, sorrimos.
“Então se aos 16 anos ele quiser fazer o grande anúncio na mesa de jantar, poderemos dizer ‘Você disse isso pra gente quando tinha 6 anos. Passe as cenouras’ e ele ficará decepcionado por roubarmos o grande momento dramático dele’, meu marido diz rindo e me abraça.
Só o tempo dirá se meu filho é gay, mas se for, estou feliz que ele seja meu. Eu estou feliz que ele tenha nascido na nossa família. Uma família cheia de pessoas que o amarão e o aceitarão. Pessoas que jamais vão querer que ele mude. Com pais que não veem a hora de dançarem no casamento dele.
E eu tenho que admitir, Blaine seria realmente um genro fofo.”
(postado em 15/08/11, original aqui)
“São duas e meia da manhã e eu estou olhando para a tela do computador. Dentro de cerca de quatro horas eu preciso estar acordada pra levar meu filho pra escola e ir pro trabalho. Ao invés disso, estou quebrando a cabeça tentando descobrir o que dizer para um adolescente cujos pais estão fazendo de sua vida um inferno.
Minha vida não foi sempre assim.
Eu escrevi o que eu achava que era uma pequena história fofa e inocente sobre meu filho mais velho e seu amor por um personagem de um programa popular de televisão, e como isso acabou o levando a me contar que ele queria beijar meninos e não meninas. Eu, ingenuamente, coloquei isso na Internet, pensando que talvez alguns fãs da série ou do ator achariam fofo também.
12 horas depois, essa história foi “curtida” e reblogada mais de 20 mil vez.
24 horas depois, foi colocada na página inicial do Out.com.
36 horas depois, Dan Savage estava blogando sobre ela.
48 depois, o Trevor Project posta sobre ela no Facebook.
Foi impressionante. Mais que isso, foi de quebrar o coração. Por causa de toda a exposição, vieram comentários e uma caixa de entrada cheia.
Eu consigo lidar com comentários negativos. Pessoas dizem que meu filho é muito novo para assistir à série. Que eu não deveria estar escrevendo sobre meu filho sendo ele tão novo. Que minhas piadas são ruins. Eu consigo olhar pra tudo isso imparcialmente e concordar que eles tem alguma razão (ainda que eu nem sempre concorde).
O que eu não consigo lidar é com centenas de pessoas dizendo que gostariam que eu fosse a mãe deles. Centenas de pessoas me dizendo que eu mereço prêmios. E, pior, pessoas dizendo que eu sou uma mãe perfeita.
Eu simplesmente não sou tão legal assim.
Eu me esforço pra ser uma boa mãe, mas eu não estou nem entre as 25 melhores mães que conheço. Eu sou aquela mãe que fala irritantemente alto. Eu nunca nem tentei ler um livro sobre bebês. Eu danço ska com meu marido no meio de lojas quando estou entediada e faço meus filhos desejarem morrer de tanta vergonha. E isso é só o começo.
Mas aí estão todas essas pessoas online dizendo quão boa eu sou. E o que eu fiz? Eu disse que amava meu filho incondicionalmente. Isso é algo tão raro que as pessoas precisam parar pra falar sobre? Eu não pensava assim, mas agora começo a me perguntar.
Porque a parte que realmente quebra meu coração são as mensagens na minha caixa de entrada. Aquelas que vêm de crianças cujos pais evidentemente falharam na parte mais importante de ser pai ou mãe: de fato amar seu filho. Os comentários são simples e devastadores, e quase sempre terminam da mesma forma: me agradecendo por amar meu próprio filho.
Eu respondo a todos, no escritório enquanto deveria estar trabalhando, e tarde da noite no sofá quando eu deveria ter ido dormir há horas. Não responder não é uma opção para mim. Eu preciso fazê-lo. Eu preciso que essas crianças saibam que eu li suas palavras. Que eles merecem o melhor. Que eles significam algo pra mim.
Não é tudo ruim. Um garoto de 14 anos me disse que acabou de sair do armário para os pais. Eu respondi parabenizando-o e perguntei como foi. E então eu sentei, ansiosa, esperando que ele respondesse, e ele apareceu um minuto depois dizendo que “tudo correu muito bem!”.
Mas infelizmente, os comentários que me fazem sorrir e rir são uma minoria. A maioria deles são como o que eu estou vendo nesse momento. Uma criança de coração partido que deseja desesperadamente que sua mãe pare de lhe dizer coisas horríveis. Um menino que deseja que sua mãe ainda o ame.
Eu vou achar alguma coisa pra dizer pra ele, mas eu sei que não vai ser o suficiente.
Eu quero viver em um mundo onde aquela histórinha boba que eu escrevi não tem nada de especial, é apenas uma bobagem sobre um garotinho e seu amor por um garoto de blazer.”
(postado em agosto, original aqui)
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Apesar de ter colaborado com os nazistas durante a guerra, achei Gabrielle ainda mais maravilhosa. |