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19.1.14

[Maratona Oscars'14] August: Osage County

* por Heloisa Aquino Collins

Continuando a maratona de filmes candidatos a melhor filme de 2013:

 AUGUST: OSAGE COUNTY



 Quando eu vi esse poster, eu já tinha comigo que teria que assistir a esse filme. Afinal, quem nunca passou por um drama familiar? A minha cunhada uma vez deu uma dessas (igual a foto), na tia dela. HA HA HA. The joys!

 Dessa vez eu tinha mais insight sobre o que a historia se tratava e no que era baseada. August: Osage County é um filme baseado numa peça de teatro - o que fez sentido: os diálogos são complexos, os cenários limitados ao interior de uma casa na maioria das cenas.
 O drama familiar acontece quando o patriarca da família some e todas as filhas vão visitar a mãe, para ajudar na busca e dar suporte. Porém, a matriarca (personagem de Meryl Streep) é uma pessoa viciada em remédios, e facilmente os abusa devido a sua condição de saúde - câncer de língua. Violet Weston (Streep), é amarga, ruim, doente e não mede esforços para alfinetar todos de sua família.

 O filme é intenso e um pouco pesado no quesito emocional. Dá para sentir a tensão e o desconforto emocional de todos, alguns dialogos longos que entregam a raiz teatral do filme. A personagem de Julia Roberts (Barbara), é a filha mais velha e quem acaba levando culpa em muitos dos acontecimentos. Julia Roberts dá vida a essa mulher infeliz, cansada, recém separada, sem maquiagem e com raiz de cabelos brancos. Na minha opinião? Achei que ela merecia mais o Golden Globe de Melhor Atriz Coadjuvante do que a Jennifer Lawrence.

 O filme num geral é bom, porém cansativo. Não acho que merece a estatueta de melhor, não.
 Alguém já viu? Gostaram?



18.1.14

Maratona Oscars 2014


*por Heloisa Aquino Collins




 Temporada da premiação mais esperada da industria cinematográfica está chegando, e eu estou fazendo o meu melhor para assistir aos filmes que estão concorrendo. Vamos começar com...



GRAVITY


 Para começar: o filme me surpreendeu. Eu não sabia muito sobre a história antes de assistir, mas imaginava que seria bem diferente.
 Primeiro: o filme é relativamente curto, 1h30. As cenas são intensas, então o filme passa mais rápido ainda. George Clooney aparece brevemente, o que também me surpreendeu. O que me leva para quesito número dois: a Sandra Bullock carrega o filme inteiro nas costas, sozinha. Por essas e outras, eu acho que ela é uma séria candidata aos Oscars desse ano como melhor atriz. Tem que ser boa para carregar um filme inteiro SOZINHA.

 A superação visual que foi atingida nesse filme é fora do normal, e me deixou encantada. A história de Gravity é simples: com problemas na estação espacial, a personagem de Bullock precisa se virar para voltar para a Terra. Nesse meio tempo, somos presenteados com um incrível visual do espaço e do nosso lindo planeta.

 Gostei bastante do filme - não voto como favorito para ganhar o Oscars como melhor filme, mas não ficaria surpresa se a Sandra Bullock ganhasse como melhor atriz.
 Quem concorda?


1.8.11

A musicalidade de Bel Canto

* por Heloisa A. Collins





Há tanto tempo não escrevo por aqui. Que saudades.
Bom, nesse tempo afastada, além de estudar muita matemática, eu li um livro muito bonito chamado Bel Canto.

Durante uma festa de aniversário para um empresário japones em algum país da America do Sul - não é o Brasil pois a lingua no "tal pais" é espanhol - , guerrilheiros sequestram a os convidados da festa, fazendo todos de refém: vice presidente, empresários, embaixadores e a cantora de opera mais famosa do momento, Roxanne Coss.
Durante um confinamento de meses, entre as negociaçoes entre os sequestradores e o governo, a relação entre os sequestrados e seus sequestradores muda. Num cativeiro aonde pelo menos 5 línguas diferentes são faladas, as diferenças se reduzem a linguagem do coração, emoção, musical.
O final do livro não foi o que eu esperava, me surpreendeu. Em simplesmente uma página e meia a escritora Ann Pachett vira a historia de ponta cabeças e te surpreende.

Muito bem escrito, leve, cheio de musica. Num mundo com tantas culturas, idiomas, pessoas, é impressionante como a música é de fato uma linguagem universal. Comprove, lendo esse lindo romance. Amei!

22.5.11

That Championship Season


No comeco no ano, eu escrevi sobre a peca que estava para estreiar na Broadway com Chris Noth e Kiefer Sutherland. Bom, hoje eu tive a oportunidade de conferir de perto a peca e o trabalho nao somente desse dois queridos atores, mas de um grupo de atores de peso que deram um show!

That Championship Season fala sobre a reuniao de um time de basquete que foi o vencedor de uma temporada nos anos 50 -- desde entao, eles se reunem todo ano para celebrar e rever um ao outro. A peca foi vencedora de um Premio Pulitzer quando encenada pela primeira vez.
Foi uma experiencia bacana em ver de tao pertinho atores que vemos somente na telivisao, em personagens tao diferentes. Kiefer (conhecido pelo seriado 24 Horas - Jack Bauer) interpreta o cara mais bonzinho do grupo. Uma pessoa omissa, frustrada e que so cuida dos outros.
Chris Noth continua interpretando um rico charmoso, como vemos em Sex and the City no seu personagem de Mr. Big.
Jim Gaffigan esta demais e eh dele que a maioria das risadas da plateia vem. Ele eh bem conhecido aqui por ser stand up e escrever e atuar em programas de comedia.
Jason Patric que eu nao conhecia muito o trabalho, deu um show. Ele interpreta um alcoolatra, irmao do personagem de Kiefer. Ele tem poucas e otimas tiradas durante a peca mas eh so final que ele realmente abre a boca e detona todo mundo. Demais!
Brian Cox eh o veterado e treinador do time campeao que nao aceita nada mais, nada menos do que....sucesso. Cox eh conhecido por atuar nos fimes da Supremacia Bourne.

A peca aonde 5 homens descobrem que o passado e a gloria de ganhar ficou para tras e repensam aonde estao anos depois e o que conquistaram desde entao, varia entre drama e momentos divertidos, com atores excelentes, um unico cenario e a historia de pessoas como nos, com problemas e que acordaram do "American Dream" com nada mais, nada menos que lembrancas e a falta de felicidade.

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